quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Transforme seu carro em conversível

Especialista diz que é possível realizar o sonho de ter um carro conversível sem desembolsar uma fortuna

Vladimir Maluf

Recentemente, nos anos 1980 e 1990, os carros conversíveis eram bem mais comuns. Quem não se lembra do Escort XR-3 – especialmente o amarelo – ou do Kadet – quase sempre branco – que circulavam sem capotas por aí?

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Eram modelos com preços mais razoáveis, pois tratavam-se de carros comuns. Agora, quem quiser ter um conversível para chamar de seu tem três alternativas: desembolsar uma boa grana em um dos novos, apelar para um desses modelos que pararam de ser fabricados ou transformar um carro em uma versão sem teto.

Você também pode!

O designer Bruno Bertoli Almeida, da loja Trocar Capotas e Cia, em Campinas (SP), diz que qualquer carro pode se tornar um conversível. “Desde que seja feito um projeto de reestruturação e sustentação no veículo, pode”. Ele explica que para transformar o modelo é necessário colocar longarinas e chapas bem reforçadas, em pontos cruciais, muito bem calculados, para que não abale a estrutura do automóvel.

E é por segurança que Bruno aconselha escolher uma oficina muito confiável. “A princípio, parece fácil mudar o carro. Mas não é só passar a serra que o carro se torna conversível. Há muitas questões envolvidas por trás desse assunto”. E ele cita cinco passos fundamentas que o interessado precisa estar de olho, caso queira abrir o teto do carro.

O preço, Bruno diz que varia muito, de acordo com o projeto. Mas, em uma conversa informal, soubemos que com cerca de R$ 15 mil você pode pensar em transformar um VW Fusca, com a documentação incluída. Muito mais barato do que comprar um conversível novo.

Porém, depende do seu sonho: como será a funilaria, pintura, se precisará mexer na mecânica, elétrica e trocar vidros. A boa notícia é que o carro sai pronto. “Nós mexemos em tudo, funilaria, mecânica e até a documentação, que precisa ser alterada”, diz Bruno.

Cinco detalhes fundamentais

1. Primeiro, é necessário saber se a empresa possui habilitação para a conversão do carro. “Informe-se se o estabelecimento é homologada pelo Inmetro, pois hoje em dia o sistema para a documentação é bem rígido e, caso contrário, o dono do carro só terá dor de cabeça com a legalização”.

2. Verifique a empresa tem porte para fazer a transformação, se possui profissionais qualificados, uma estrutura sólida e bem organizada. Vá conhecer a oficina e explore bem como ela funciona.

3. Procure conhecer pessoas que já transformaram seus carros na oficina. “Peça para ver projetos antigos, conhecer seus produtos, para não correr o risco de ser enganado, pois você pode estar correndo o risco de estragar o carro”.

4. Deixe muito claro o prazo para a entrega do carro. “Para que o carro não fique um período muito grande na oficina, pois isso pode te dar muita insatisfação e dor de cabeça”.

5. Cuidado com os preços convidativos demais, pois milagres não existem. “Verifique orçamentos e não se deixar enganar por preços muito baixos. Compensa gastar um pouco mais com empresas mais qualificadas, para não acabar perdendo dinheiro”

6. Por mais habilidoso que você seja, não tente fazer isso em casa. “Há muitos que optam por métodos caseiros de transformação. Acabam trazendo o veículo para cá querendo arrumar o estrago, e aí acaba ficando muito mais caro”.


fonte como fotos:http://estilo.ig.com.br/noticia/2009/01/29/transforme+seu+carro+em+conversivel+3465924.html

" FUMO " poema de Florbela Espanca

Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas,
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!

Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas...
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces, plenas de carinhos!

Os dias são Outonos: choram... choram...
Há crisântemos roxos que descoram...
Há murmúrios dolentes de segredos...

Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!...



Florbela Espanca

filme que achei muito bom com o poema de Florbela
http://www.barrosmelo.edu.br/blogs/animacao/?p=27

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Fórum Social Mundial pede socorro em nome da Amazônia

27/01/2009 às 14:37 - EFE


Belém, 27 jan (EFE).- Milhares de pessoas lançaram um grito de socorro em nome da Amazônia, na primeira das diversas atividades do Fórum Social Mundial, que começa hoje em Belém.
Recebidos por uma multidão, cerca de 1.500 índios e ativistas de grupos ambientalistas que participam do encontro contra a globalização se reuniram no campus da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) para formar a frase "Salvem a Amazônia".
Índios de Brasil, Bolívia e Peru se juntaram no ato com ativistas de América Latina e Europa, a maioria dos participantes do Fórum Social Mundial.
A índia aimara boliviana Viviana Lima, que viajou de La Paz a Belém para o encontro, disse à Agência Efe que o ato era também "uma homenagem à Pachamama", como os índios do Planalto chamam a "Mãe Terra".
"Viemos ao fórum para que todos possam escutar a voz dos povos indígenas, que não querem ver suas terras e suas águas transformadas em mercadorias", apontou.
O ato, fotografado de dois helicópteros que sobrevoavam o campus da UFRA, foi organizado por líderes indígenas e grupos ambientalistas americanos e europeus, como a Amazon Watch, Amazon Alliance, Rainforest Action Network e o SpectralQ.
Segundo a Amazon Watch, a intenção foi "chamar a atenção sobre o aumento do problema ecológico e social das selvas amazônicas".
Em comunicado, a ONG afirmou que a Amazônia está "sob uma ameaça grave pela expansão industrial, agrícola e urbana, e se aproxima rapidamente de um ponto crucial".
"Quase um quinto da floresta amazônica foi desflorestada nas últimas quatro décadas, e a cada ano, entre 11 mil e 27 mil quilômetros quadrados de florestas são destruídos", disse a Amazon Watch.
Além disso, a ONG indicou que "se os planos de desenvolvimento para a Amazônia continuarem sem controle, esta região primordial para a estabilidade climática, estará à beira de uma permanente ruína ecológica em um período de 10 a 20 anos", o que vai acelerar o processo de reaquecimento global.
O Fórum Social Mundial, que começará formalmente hoje com uma grande manifestação pela paz e a Justiça social, terá este ano um forte conteúdo ambiental.

fonte:http://www.atarde.com.br/brasil/noticia.jsf?id=1060066

domingo, 25 de janeiro de 2009

Especialização na Universidade Positivo: Ecodesign

02 de Março de 2009.
Especialização na Universidade Positivo: Ecodesign
Publicado: 16 de Outubro de 2008.

Estimulando a ênfase na inovação e competitividade por meio do design, a Universidade Positivo promove a partir de março de 2009 um curso de especialização em Ecodesign. A visão que norteia o curso é a da sustentabilidade no desenvolvimento de produtos e serviços.

São no total seis módulos: Sustentabilidade e design, Inovação e competitividade, Marketing de produtos e negócios sustentáveis, Desenvolvimento de produtos e serviços, Avaliação e implementação de produtos e Gerenciamento de resíduos.

No time de professores estão nomes como o italiano Carlo Vezzoli, do Politécnico de Milão (Itália), PhD Aguinaldo dos Santos, professor da UFPR, e Christian Ullmann, da Oficina Nômade/SP e do NDS/UFPR.

A coodenação é de Cláudio Pereira de Sampaio, professor do Curso de Design da Universidade Positivo e pesquisador do Núcleo de Design e Sustentabilidade da UFPR.

Mais informações

www.posecodesign.blogspot.com

Essa é massa

essa é otima que recebi pelo e-mail do grupo designers - Bahia

Por que namorar um designer?
Somos mais do que criadores, somos artistas...
Jamais te levaremos à um programa de índio, pois só gostamos de arte e cultura...
Somos inteligentes...
Leve-nos à uma festa e seja o convidado mais invejado do local...
Somos descolados...
Assistir um filme acompanhado de um designer é entender o roteiro, o figurino, o cenário, a trilha sonora e até as mensagens ocultas que o diretor tentou passar e que um simples mortal não conseguirá enxergar...
Não possuímos nenhum tipo de preconceito...
Só ouvimos boa música...
Temos bom gosto, bom senso, bom humor, bom papo...
Afinal ser designer é ser bom...em tudo!'

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

DOUTORADO NA PUC - TEMA: 'PREGUIÇA BAIANA'

'Preguiça baiana' é faceta do racismo. A famosa 'malemolência' ou preguiça baiana, na verdade, não passa de racismo, segundo concluiu uma tese de doutorado defendida na PUC. A pesquisa que resultou nessa tese durou quatro anos.
A tese, defendida no início de setembro pela professora de antropologia Elisete Zanlorenzi, da PUC-Campinas, sustenta que o baiano é muitas vezes mais eficiente que o trabalhador das outras regiões do Brasil e contesta a visão de que o morador da Bahia vive em clima de 'festa eterna'.
Pelo contrário, é justamente no período de festas que o baiano mais trabalha. Como 51% da mão-de-obra da população atua no mercado informal, as festas são uma oportunidade de trabalho. 'Quem se diverte é o turista', diz a antropóloga.
O objetivo da tese foi descobrir como a imagem da preguiça baiana surgiu e se consolidou. Elisete concluiu, após quatro anos de pesquisas históricas, que a imagem da preguiça derivou do discurso discriminatórios contra os negros e mestiços, que são cerca de 79% da população da Bahia.
O estudo mostra que a elevada porcentagem de negros e mestiços não é uma coincidência. A atribuição da preguiça aos baianos tem um teor racista.
A imagem de povo preguiçoso se enraizou no próprio Estado, por meio da elite portuguesa, que considerava os escravos indolentes e preguiçosos, devido às suas expressões faciais de desgosto e a lentidão na execução do serviço (como trabalhar bem-humorado em regime de escravidão????).
Depois, se espalhou de forma acentuada no Sul e Sudeste a partir das migrações da década de 40. Todos os que chegavam do Nordeste viraram baianos. Chamá-los de preguiçosos foi a forma de defesa encontrada para denegrir a imagem dos trabalhadores nordestinos (muito mais paraibanos do que propriamente baianos), taxando-os como desqualificados, estabelecendo fronteiras simbólicas entre dois mundos como forma de 'proteção' dos seus empregos.
Elisete afirma que os próprios artistas da Bahia, como Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Gilberto Gil, têm responsabilidade na popularização da imagem. 'Eles desenvolveram esse discurso para marcar um diferencial nas cidades industrializadas e urbanas. A preguiça, aí, aparece como uma especiaria que a Bahia oferece para o Brasil', diz Elisete. Até Caetano se contradiz quando vende uma imagem e diz: 'A fama não corresponde à realidade. Eu trabalho muito e vejo pessoas trabalhando na Bahia como em qualquer lugar do mundo'.
Segundo a tese, a preguiça foi apropriada por outro segmento: a indústria do turismo, que incorporou a imagem para vender uma idéia de lazer permanente 'Só que Salvador é uma das principais capitais industriais do país, com um ritmo tão urbano quanto o das demais cidades.'
O maior pólo petroquímico do país está na Bahia, assim como o maior pólo industrial do norte e nordeste, crescendo de forma tão acelerada que, em cerca de 10 anos será o maior pólo industrial na América latina.
Para tirar as conclusões acerca da origem do termo 'preguiça baiana', a antropóloga pesquisou em jornais de 1949 até 1985 e estudou o comportamento dos trabalhadores em empresas. O estudo comprovou que o calendário das festas não interfere no comparecimento ao trabalho. O feriado de carnaval na Bahia coincide com o do resto do país. Os recessos de final de ano também. A única diferença é no São João (dia 24 /06), que é feriado em todo o norte e nordeste (e não só na Bahia).
Em fevereiro (Carnaval) uma empresa, cuja sede encontra-se no Pólo Petroquímico da Bahia, teve mais faltas na filial de São Paulo que na matriz baiana (sendo que o n° de funcionários na matriz é 50% maior do que na filial citada).
Outro exemplo: a Xerox do Nordeste, que fica na Bahia, ganhou os dois prêmios de qualidade no trabalho dados pela Câmara Americana de Comércio (e foi a única do Brasil).
Pesquisas demonstram que é no Rio de Janeiro que existem mais dos chamados 'desocupados' (pessoas em faixa etária superior a 21 anos que transitam por shoppings, praias, ambientes de lazer e principalmente bares de bairros durante os dias da semana entre 9 e 18h), considerando levantamento feito em todos os estados brasileiros. A Bahia aparece em 13° lugar.
Acredita-se hoje (e ainda por mais uns 5 a 7 anos) que a Bahia é o melhor lugar para investimento industrial e turístico da América Latina, devido a fatores como incentivos fiscais, recursos naturais e campo para o mercado ainda não saturado. O investimento industrial e turístico tem atraído muitos recursos para o estado e inflando a economia, sobretudo de Salvador, o que tem feito inflar também o mercado financeiro (bancos,financeiras e empresas prestadoras de serviços como escritórios de advocacia, empresas de auditoria, administradoras e lojas do terceiro setor).

Faça-me o favor de encaminhar este e-mail ao maior número possível de pessoas. Para que, desta forma, possamos acabar com este estereótipo de que o baiano é preguiçoso. Muito pelo contrário, somos dinâmicos e criativos. A diferença consiste na alegria de viver, e por isso, sempre encontramos animação para sair, depois do expediente ou da aula, para nos divertir com os amigos.

Designers: De onde vêm? De que se alimentam?

Nunca o Brasil viveu uma euforia tão grande em relação ao design como nos últimos anos. Definitivamente saímos dos editoriais de arte, moda e cultura, para fazermos parte do vocabulário cotidiano dos colunistas de economia. Empresários, administradores, jornalistas, profissionais de comunicação, engenheiros de produção e até os políticos estão sedentos por informações sobre esta “nova ciência” que, por sinal, ainda não é ciência, mas que de nova não tem nada. Talvez no Brasil onde a bem conhecida desigualdade social também se reflete numa dicotomia empresarial: Informal X Multinacional, Artesanal X Industrial ou, trocando em miúdos, um Brasil sobrevive da arte popular enquanto outro, em nome da produtividade, pensa “para que inventar se podemos copiar lá de fora?” Nem certo, nem errado, estes dois Brasis são os ingredientes para tornar nossos produtos cada vez mais competitivos e nossa economia cada vez mais sólida. Nós, designers, somos os “alquimistas” que equacionam estes ingredientes para fazer da nossa arte e da nossa cultura produtos e empresas com alto valor agregado, e assim transformar o “marginal” em ouro.Bem, daí vem a resposta para a nossa primeira pergunta: De onde vêm os designers? O design surgiu como atividade profissional exatamente no momento da mudança do Estado-Bélico para o Estado-Empresa na Alemanha do Pós-I Guerra. O entendimento de que o design era uma ferramenta fundamental para esta mudança resultou na criação da Bauhaus, em 1919, um marco no ensino do design no mundo todo. E o Brasil finalmente descobriu o design! Mesmo que tardio em relação a outros países, nós designers, estamos vivendo um momento histórico. Por um lado orgulhosos de vermos nossa atividade conquistando corações e mentes e finalmente ocupando seu devido lugar, por outro lado, preocupados com esta euforia. Explico: o problema da educação no Brasil logicamente também afeta o design, e diferente da Alemanha, aqui o design nasceu aos trancos e barrancos, através de profissionais de outras áreas que foram se “auto-aperfeiç oando” ao longo dos anos, com exceção de alguns raros casos de designers estrangeiros que moram no país ou brasileiros que estudaram no exterior. Esta deficiência começa a ser suprida inicialmente em pontos isolados como a Escola Superior de Desenho Industrial, no Rio de Janeiro e, aqui no Rio Grande do Sul, o curso de Desenho Industrial da Universidade Federal de Santa Maria. Recentemente esta euforia também se percebe na enorme quantidade de universidades particulares que criaram ou estão criando cursos de graduação e especialização em design. Mas por serem recentes o que se percebe no mercado é uma maioria de autodidatas. O resultado disso é que há uma grande confusão no mercado sobre quem são os profissionais capacitados para atuação com design de produtos ou programação visual. A regulamentação da profissão poderia ser um caminho, mas parece que vai na contramão das leis do mercado e está cada vez mais distante de acontecer. A auto-regulamentaçã o parece ser a solução mais viável, e aí se reforça a importância das associações profissionais como a Apdesign no Rio Grande do Sul e a ADG em São Paulo e Rio de Janeiro. Enquanto não se tem meios reguladores da nossa atividade, a chave para sabermos quem realmente é designer, está na resposta da segunda questão: De que os designers se alimentam? A resposta é simples: de projetos de design.
Por mais óbvio que possa parecer, este teste ajuda a resolver ou, pelo menos, diminuir o desafio de se buscar profissionais de design no mercado em tempos de euforia. É simples, se se alimenta de design é designer, mas se se alimenta de decoração, artes, propaganda ou qualquer outra atividade e faz (ou diz que faz) design nas horas vagas, este não é designer. Como bem disse Platão “Somos o que repetidamente fazemos, a excelência, portanto, é um hábito e não um feito”.
matéria de: José Antônio Verdi - Diretor da Verdi Design e presidente da Associação dos Profissionais em Design do RS